10 Ações Práticas para Melhorar a Gestão de EPI e Garantir Conformidade com a NR-6

A gestão de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é uma obrigação legal e moral de qualquer empresa comprometida com a segurança do trabalho. No entanto, muitas organizações ainda enfrentam falhas no controle e registro de EPIs, o que pode gerar passivos trabalhistas, autuações e risco à integridade física dos colaboradores.

A Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6), atualizada pela Portaria MTE nº 57/2025, estabelece diretrizes rigorosas sobre o fornecimento, uso, substituição e controle dos EPIs. Acompanhe a seguir 10 ações práticas baseadas na NR-6 e nas boas práticas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) para garantir uma gestão eficiente, segura e totalmente em conformidade.

  1. Faça a Seleção Correta de EPIs para Cada Risco e Atividade

A conformidade começa com a escolha adequada do EPI. Segundo o item 6.5.2 da NR-6, a seleção deve considerar o risco ocupacional identificado no PGR (NR-1) e a eficácia do equipamento para neutralizá-lo.

🔎 Consulte o Anexo I da NR-6, envolva o SESMT e valide se o EPI realmente protege contra o agente de risco ao qual o trabalhador está exposto.

  1. Compre Apenas EPIs com Certificado de Aprovação (CA) Válido

O item 6.4.1 da NR-6 é claro: nenhum EPI pode ser vendido ou utilizado sem um Certificado de Aprovação (CA) válido, emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Antes da aquisição:

Verifique o número do CA;

Consulte a validade no site oficial do MTE;

Registre essas informações no sistema da empresa.

⚠️ O uso de EPI com CA vencido invalida a proteção jurídica e pode gerar autuação.

  1. Registre as Entregas de Forma Eletrônica ou Biométrica

Desde a Portaria SIT nº 107/2009, o fornecimento de EPI deve ser comprovado com registros físicos ou eletrônicos/biométricos.

O item 6.5.1.1 da NR-6 reconhece esses meios como legais e válidos em auditorias. Empresas que ainda utilizam papel correm risco de perda documental e dificuldade de rastreamento.

💡 A digitalização desses registros garante mais controle, agilidade e segurança jurídica.

  1. Mantenha o Histórico Completo de Entregas

O histórico das entregas é um documento vital para comprovar conformidade e responsabilidade da empresa.

Registre:

Data da entrega;

Tipo e quantidade do EPI;

Número do CA;

Assinatura física ou digital do colaborador.

🗂️ Recomenda-se manter os registros por pelo menos 20 anos, conforme boas práticas de SST e auditorias internas.

  1. Treine os Trabalhadores para o Uso Correto

O item 6.7.2 da NR-6 obriga o empregador a instruir o trabalhador sobre:

Uso correto;

Higienização;

Armazenamento;

Substituição dos EPIs.

Associe a entrega do EPI à comprovação de treinamento documentado. Isso demonstra que a empresa vai além da entrega, promovendo efetiva proteção.

👉 Veja também: [Gestão Integrada de Fator de Risco, EPI e Treinamento no RSData]

  1. Substitua Imediatamente EPIs Danificados ou Extraviados

Segundo a alínea “g” do item 6.5.1 da NR-6, é responsabilidade do empregador substituir o EPI sempre que houver dano, perda ou vencimento.

🛠️ Implemente alertas automáticos e mantenha um estoque de reposição controlado, com base nos prazos de validade e uso.

  1. Centralize o Controle de Estoque e Prazos

Uma gestão descentralizada aumenta o risco de falhas, desperdício e entregas fora do padrão.

Utilize sistemas integrados que permitam:

Controle de lotes e validade de CA;

Gestão de vida útil dos EPIs;

Registro de movimentações em tempo real.

📉 Essa centralização reduz custos e previne problemas legais.

  1. Integre a Gestão de EPI ao eSocial (S-2240)

A ficha de EPI precisa estar alinhada ao evento S-2240 do eSocial, que exige informações sobre as condições ambientais de trabalho e as medidas de proteção adotadas.

A falta de integração entre EPI, PGR e eSocial pode resultar em:

Autuações fiscais;

Inconsistências previdenciárias;

Perda de benefícios legais.

✅ Sistemas especializados facilitam o preenchimento e envio dos eventos de SST ao eSocial com confiabilidade.

  1. Monitore Validade, CA e Rastreabilidade dos Lotes

O item 6.9.3 da NR-6 determina que todo EPI deve conter no produto:

Nome do fabricante;

Lote;

Número do CA.

Essas informações permitem verificar:

Autenticidade do equipamento;

Validade da certificação;

Rastreabilidade em caso de problemas ou recalls.

📲 A rastreabilidade digital evita fraudes e protege juridicamente a empresa.

  1. Automação da Gestão de EPI: A Tecnologia Essencial para a NR-6

Manter a conformidade manualmente é inviável para empresas com múltiplos setores e colaboradores. A automação da gestão de EPI é o caminho mais eficaz para garantir segurança, eficiência e conformidade.

✅ Conclusão: Segurança, Conformidade e Eficiência em Um Só Sistema

A NR-6 impõe um conjunto robusto de exigências para a proteção dos trabalhadores. Mas mais do que atender à legislação, uma boa gestão de EPI previne acidentes, reduz custos operacionais e fortalece a cultura de segurança da empresa.

Com o sistema de Gestão de EPI da RSData, sua organização transforma processos manuais em uma operação digital, rastreável e 100% legal.

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